sábado, 24 de setembro de 2011

Decadence

Hearing - Linkin Park - Iridescent

"We look at the horizon and believe what we see, we dream about the beyond and hope it is true"

Os sonhos que nos guiam, são os mesmos que nos cegam?
Os sonhos de liberdade são os mesmos que nos escravizam?

Fechamos nossos olhos, e não apenas quando dormimos, preferimos esquecer nossos dias, preferimos não entender a realidade, fechamos nossos olhos para a razão em troca do conforto de nossa imaginação.

Nossa frágil proteção da realidade, um sistema de defesa tênue porém efetivo, um simulador de esperança.

Acreditamos e seguimos nossos sonhos, acabamos onde começamos, somos abraçados pelos nossos fracassos pessoais, pelo sofrimento de outros, pelo terror de viver e ainda assim nossas defesas mentais nos permitem continar acordando todas as manhãs para mais um dia de esquecimento.

Dizem que fomos salvos, dizem que estamos condenados. Dizem que se não seguir as regras seremos punidos, dizem que não há regras. A verdade se oculta a cada dia mais, e nossos sonhos, que outrora foram o alicerce de nosso castelo em ruínas, vão se tornando cada vez mais fortes e criando cada vez mais barras em cada porta e janela, até que um dia o castelo que parecia ter sido abandonado ao mar não tem saída ou entrada, não tem teto ou chão apenas nossas gaiolas construidas com sonhos

sábado, 13 de agosto de 2011

Falling away from my sweet sky

Listening to: RED - Nothing and Everything

"Evolution is a pathetic excuse for our viral infection"

Estamos todos divididos?
Devemos todos fazer uma escolha?

Ser livre, estar apegado. Ascender na carreira ou morrer com alguém ao seu lado.
Em que ponto de nossa breve permanência nesta realidade podemos dizer que tomamos decisões cruciais? A completa aniquilação à nossa frente e mesmo assim nos preocupamos com os pedaços de pano que nos cobrem.

Não há lutas para serem vencidas, não há guerras que possam ser terminadas. Não há virtude em meio a corrupção e o mais importante, não há salvação meio à humanidade.

Estamos todos trancados em nossos mundos imaginários, onde, para nós e nosso deleite egoísta, nossas ações tem consequências assombrosas. A transferência entre pessoas diminui, o descaso aumenta e continuamos presos.
Não é algo que se possa libertar, esquecer ou ignorar. Mesmo a natureza nos zomba, enquanto passáros abrem suas asas a cruzam o céu, a gravidade nos faz lembrar onde devemos estar. Enquanto um cardume migra através de intrincados rios, o ar que se esgota nos pune por termos tentado sair de nossa gaiola.

Os parasitas indesejáveis que encontraram jeitos de chegar a lugares que não deveríamos, prover defesas que não suportaríamos e salvar aqueles que deveriam perecer.

Intermináveis são as lamentações sobre a medíocre vida que levamos, mas não aquém das dúvidas que nos consomem.

Olhando o céu estrelado me pergunto como seria queimar no vazio do espaço, onde o zero absoluto paralisaria minha ultima lágrima antes de desaparecer como pó e voltar para o universo. Minhas células se decompondo e se atendo a outras para criar uma nova matéria, de preferência sem auto-consciência sobre sua própria existência, evitando assim um ciclo interminável de dúvidas.

Dúvidas, eis que nos matam, nos movem, nos castigam... os caminhos parecem sem fim, as encruzilhadas uma trama desconexa de opções que parecem levar a lugares cada vez mais escuros e distantes... onde vamos parar, se a dúvida mais primal que existe, continua nos perseguindo por gerações... porque estamos aqui?

quarta-feira, 16 de março de 2011

Swollen

Listening to - Abandoned Pools - Goodbye Song

"Even when faith is shattered, we keep believing it will recompose"

Me sinto tragado, me afogando num oceano interminável.
Não sei o que me busca das profudenzas, esta tormenta incessante que não mostra sua face. É o terror noturno que toma conta de minhas lembranças, é o medo sem rosto que a todo custo me puxa para a escuridão.
Enquanto a luz faz seu caminho pela escuridão, os céus conspiram com meu inimigo e lançam nuvens na tentativa de impedir que meus olhos vejam o caminho soturno por dentre águas negras como óleo.
Pode apenas a silhueta da esperança ser suficiente para manter a força que há muito se exauriu, pode ela libertar minhas asas, varrer as nuvens, estrelar o céu.
O oceano, um mero espectador da batalha pela vida, assiste ávido, esperando que seja determinado o vencedor desta batalha interior.
Agora, parece que nada importa, a destreza, a força, a astúcia, a coragem, a razão, uma triste tentativa de salvar uma patética vida, uma simples desculpa, uma mentira com ares de verdade, o vão que fora porcamente preenchido. Agora só resta o ar em meus pulmões, enquanto os braços frios da escuridão oceânica buscam meu corpo e me tragam enquanto, em desespero o ar que escapa foge para a superfície, como se tentando alertar a lua, ineficaz.
O oceano se acalma, a luz continua a brilhar, seu reflexo a acalma, as nuvens partiram como chegaram, só a escuridão e o silêncio, apenas um sopro do que um dia foi a esperança alcança a superfície.

segunda-feira, 14 de março de 2011

As for my sweet last desire...

listening to: Shadows Fall - Another Hero Lost

"I'm nothing in this blues laceless shoes"

Um post em inglês para hoje

It's funny how life goes by, one day at a time, but it seems time is always in a run.
In this never-ending run I find myself tired, all the time, wondering upon a sky filled with stars why? I never really felt that I fit anywhere, and everywhere seemed odd, I kept my distance and although tried as much as I can to not get caught in the tangle of other lives I could not resist their attraction and there I was, an accessory to be used as they pleased.
It's difficult to imagine a life where you never interact with other people and do not get involved into their mess, become a spectator to their own private show, each one with their own crowd and script.
Now I find myself wondering where is my show, I feel like I've put my life on hold in order to assist others, and now I'm not sure if I regret or if I intend to continue doing the same.
Also, lately I caught myself wondering about death, how cold and sweet it can be, if I could just feel it's touch for once, if I could just end all my feelings, my questions, my suffering.
All I do is wonder, if I took the right decisions, if my next decisions will be correct thus consuming my energy just trying to reach those answers.

All I ever did, all I ever said, still resonate, still counts, and now, I'm feeling lonelier than usual, left behind.

Everyone moves forward while I stand still, looking back at the past and crying while smiling, looking back at the sweetest moments I've ever lived.

and hoping those days of happiness are yet to come back so I can stop my indifference towards everyone and everything, so I can become more human and less a humanoid...

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Ending Winter

"If it was God who made us, why we're so damn cold?"

Listen to - Abandoned Pools - Start Over

Crescemos, vivemos, experienciamos lágrimas e sorrisos, e nossas jornadas estão todas destinadas ao fracasso.
Ansiamos todos os dias por viver mais dias, apesar de termos os dias contados, nos enganamos mentindo para nós mesmos na esperança que a mentira nos traga um dia a mais de nossas tristes vidas.
Somos fracassos da natureza, a despeito de nossas incansáveis tentativas de atingir o sucessos, tudo que buscamos, nossos sonhos, nossos desejos, nada mais são do que apenas objetos efêmeros, sentimentos fúteis, sorrisos amargos.
Viajamos em nossa mente, adentramos no conhecimento do universo, mas nada disso se faz relevante.
Damos importância a um pequeno papel colorido que orienta nossas vidas e ainda atestamos incontestavelmente que somos seres racionais.
Matamos nossos semelhantes pelas razões mais fúteis, defendemos que não conhecemos de maneira árdua, apenas porque ele consegue chutar uma bola num retângulo com precisão.
Agradecemos a uma entidade de existência duvidosa e digno de adoração que beira a insanidade.
Somos seres patéticos, um erro da natureza, acreditamos na grandeza de nossas ações, quando na verdade ignoramos a pequeneza de nossa existência, e conscientemente deixamos de lado a infinitude do universo.

Somos poeira, somos a brisa no vácuo do universo, partículas de hidrogênio que se soltam dos planetas e desaparecem na infinita matéria negra do universo, somos apenas grãos de areia que pensam ser montanhas.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

New life has come

Listen to - Gary Jules - Mad World

I find it kinda funny, I find it kinda sad, the dreams in wich I'm dying were the bes I've ever had